21 October 2005

No regrets

Quero que saibas que não me arrependo de nada. Sei que me magoaste algumas vezes, e também sei que te magoei. Mas não me arrependo. Se voltasse atrás, quereria que as coisas se passassem exactamente da mesma forma, não por ter prazer nessa dor, mas porque sei que tudo isso fez de nós o que somos hoje. Porque sinto que o importante não é a dor, nem sequer o que a causou. O importante é a forma como ultrapassámos tudo isso juntos, e ficámos a amar-nos mais. O importante é o termo-nos apercebido de que tínhamos magoado o outro, e mais do que as desculpas importa a vontade que ficou de não repetir o erro. A vontade de fazer tudo para não voltar a ver esse olhar, a sentir esse desapontamento...
É por isso que não me arrependo. Porque foi da dor causada que nasceu o compromisso, das discussões nasceu o entendimento... tudo isso fez parte da nossa vida, do caminho que percorremos até chegar aqui... e tentar apagar alguma coisa apenas nos deixaria pendurados, com um vazio no lugar da memória... E eu quero a minha memória bem cheia, repleta de pormenores, bons e maus... Os bons para me fazer sorrir e acreditar, os maus para servirem de lembrança, para evitar repetições, e para acreditar que conseguimos ultrapassar tudo... Porque se nos conseguimos ultrapassar a nós próprios, então não há nenhum factor externo que nos possa afectar!
Por isso é que, apesar de ter pena, e de uma parte de mim preferir que nada disso tivesse acontecido, não tenho remorsos, porque crescemos com tudo isso e tudo isso nos moldou... e é isso que nos permite agora conhecermo-nos tão bem, e vivermos em melodia, mais do que em harmonia...

23 September 2005

Bem vindo!

Ora, à laia de boas-vindas e simultaneamente como agradecimento ao Zack por (finalmente) ter aceite o desafio de ir aqui pondo alguma coisinha, fica um texto não só para ti, Zack, mas para algumas outras pessoas a quem posso orgulhar-me de o dedicar.

Há pessoas que me fazem sorrir. Mesmo quando as coisas correm mal, e me sinto em baixo, e a vida não me corre de feição. Mesmo que não saibam o que se passou. Pessoas que, se soubessem que estou em baixo, fariam tudo para me tentar animar. Sem saberem que já o tinham feito, que já me tinham animado, sem saber. Com um pequeno gesto, que nestas ocasiões tem sempre um significado especial. Com uma mensagem que me faça sorrir, com um comentário acertado, daqueles em que me lêem os pensamentos e me fazem sentir que alguém está em sintonia comigo.
A essas pessoas, queria dedicar-lhes todos esses sorrisos. Mas sobretudo queria agradecê-los. E agradecer-lhes também todos os sorrisos partilhados, todas as vezes que os seus olhos brilharam por me saberem feliz, e que os meus cintilaram com a felicidade deles. Por tudo isso, um grande OBRIGADO!

19 September 2005

Aceitei!

Aceitei!
Tarde e a más horas, mas aceitei...

... ja depois de ter passado todo o tempo para o qual era a ideia inicial...
sera?

o titulo bem o diz:
"Um ponto em comum e um ponto de encontro entre dois amigos afastados no espaco mas nao no espírito..."

e isto no entanto continua verdade..

e aceitei! tarde e a mas horas, mas aceitei!

e viajo na tua felicidade com o teu brilho nos meus olhos..

espero que ela fique, no calor dos sorrisos abraçados
e permaneça assim.. e aumente... e levante voo...

e nao aterre nunca, porque no mundo dos sonhos a vida tem muito mais interesse!

15 August 2005

Estranhamente tranquila...

É estranho estar aqui sentada sozinha
e pensar em ti
Sentir a tua falta
sem saber se te conheço,
se já te tive e te perdi,
se nos perdemos desde o começo,
ou se és o sonho que vivi...

2 July 2005

Por esses olhos...

Há muito - demasiado - tempo que não punha aqui nada, portanto aqui fica algo que escrevi há uns anos, e que redescobri há uns dias...


Era uma vez uma menina. Essa menina estava apaixonada por um rapaz. O rapaz era simpático, bem-humorado, divertido, inteligente, sensível, carinhoso e justo. E irresistível. Aos olhos dela, pelo menos. Porque esses olhos eram os olhos do amor. E quando ela se via reflectida nos olhos dele – olhos de amor também – via-se bonita. Amada. Mas sobretudo especial. E sorria. Às vezes, até largava uma gargalhada. Aí, ele perguntava o que lhe tinha dado. Ao que ela respondia: “Gosto de estar contigo”. Querendo dizer “Gosto de me ver nos teus olhos”. Ou “pelos teus olhos”. Ou “Gosto de ti”. E todos os dias a menina acordava com um sorriso nos lábios. Porque tinha sonhado com o seu rapaz dos olhos castanhos de amor. E sonhava acordada. Sonhava com ele. Sonhava um dia fazê-lo sorrir. Sorrir como ela sorria sempre que pensava nele. Um sorriso puro, pleno de felicidade. O sorriso de quem sabe que é a pessoa mais sortuda do mundo. O sorriso de quem sabe fazer parte de algo maior. Sorriso de quem ama e é correspondido. De quem sabe que nunca conseguirá compensar o outro por tudo o que ele lhe deu. Mas de quem sabe também que não importa. Que o que importa é que ambos sejam felizes na companhia um do outro. Incomensuravelmente felizes. E acordem de manhã com um sorriso. Por saberem que o outro existe. Que o sonho é realidade. E que é mantido vivo. Todos os dias. Através de pequenos gestos. Uma festa na mão. Um beijo no rosto. Um poema. Um comentário. Uma carta escondida. Uma carícia secreta. Um sorriso. Um abraço. Uma piada partilhada. Um momento de cumplicidade. Em que não são precisas palavras. Basta um olhar. Olhar para ele – nem que seja só com os olhos da mente – fá-la sempre sorrir. E esse sorriso enche-lhe o peito de alegria. Então, a vontade dela é ficar imóvel. A vê-lo. A olhá-lo. Sem sequer respirar. Com medo de quebrar o encanto. Tal como quando ele lhe chamou ladra. Dizendo que ela lhe tinha roubado o coração. Ou quando ela lhe deu o primeiro beijo. Na escuridão. E ficou à espera. Sem saber de que reacção. Ou como quando leu o primeiro poema dele. Ou como ontem. Ou como hoje. Ou como amanhã. Como todos os dias. Em cada um deles há um momento. Um segundo. Em que o tempo pára. E existem só os dois. No seu próprio mundo. O mundo do amor. E se olham. Ainda que estejam longe. E se amam. Apesar de tudo. E acima de tudo. E num par de olhos castanhos de amor está reflectido outro. Igual. Tão igual que já não são dois. É um. Um só. Cujo todo é muito – mas muito – maior do que a soma das partes.

22 April 2005

Sol-nascente, deixa-te estar
partilha um bocado
o céu com o luar
Fiquem os dois
só mais uns instantes
porque depois
nada será como dantes

A manhã traz certeza
e confirmação
do que de noite foi beleza
e pura paixão

Ainda estás ao meu lado,
não te sonhei!
És um sonho acordado,um tesouro que achei…

4 April 2005

The Spell Checker

Eye halve a spelling chequer.
It came with my pea sea.
It plainly marques four my revue
Miss takes eye kin knot sea.
Eye strike a key and type a word
And weight four it two say
Weather eye am wrong oar write
It shows me strait a weigh.
As soon as a miss ache is maid
It noose bee fore two long
And eye can put the error rite
its rare lea ever wrong.
Eye have run this poem threw it
I am shore your pleased two no
Its letter perfect awl the weigh
My chequer tolled me sew.


Não tenho tido muito tempo para escrever, mas mandaram-me este poema e achei que era meu dever divulgá-lo.