21 March 2006

Cinco manias

E pronto, ao fim de algum tempo, finalmente respondo ao desafio da Rain (em www.orange-clouds.blogspot.com), e partilho 5 manias minhas... Cá vai:


1. Se tiver letras, eu leio! Desde o jornal/revista de quem se senta à minha frente nos transportes até aos anúncios à beira da estrada, passando pelas legendas (mesmo sendo inglesa e falando ambas as línguas como línga-mãe)... o que é não importa. Basta que tenha letras que eu conheça, e pronto, quando dou por mim (ou mais propriamente, quando dão por mim), estou a ler... nem que seja a lista de ingredientes do sumo, em alemão (ou italiano, ou dinamarquês, ou...)! Às vezes, até descubro coisas engraçadas... por exemplo: sabiam que a maionese tem uma “linha azul” para onde os consumidores podem ligar em caso de dúvida?

2. Identifico aves em andamento. Tipo vou no carro/comboio/whatever, os restantes ocupantes do dito cujo vêem (quanto muito) uma mancha branca a passar pela janela, e eu digo “olha, uma gaivota de cabeça preta”, ou “garça-boieira”, ou seja lá o que for... Em minha defesa, só posso alegar que a culpa é do meu pai – foi ele que me ensinou a identificar pássaros...

3. Não gosto de viajar sozinha. Não sei bem porquê, mas desconfio q tenha a ver com o facto de ser “nervótica”... Só sei que quando viajo sozinha nunca aproveito as coisas como deve ser, nem me divirto tanto como quando tenho companhia.

4. Tenho problemas com cães. Não sei se é trauma de infância ou defeito de personalidade, mas é um facto. Há uns anos que ando a fazer um esforço, e já consigo fazer-lhes umas festas e tal – até tive um a acompanhar-me no trabalho de campo na Islândia, mas... é um esforço. Sei que isto não fica muito bem a uma bióloga, mas em compensação, lesmas, insectos, baratas, ratos, répteis e outros bichos com má fama não me fazem diferença nenhuma.

5. Diz quem me conhece que digo demasiadas vezes “obrigada” e “desculpa”. Pessoalmente, nunca fui dessa opinião, mas de qualquer forma... Obrigado por lerem isto, e as minhas desculpas aos amantes de cães! ;)

E pronto, não tendo as "ligações" (perigosas ou não) da minha cara Rain, limito-me a passar o desafio a duas pessoas que (muito) provavelmente não irão responder - os meus 2 companheiros de blog: Balmoth e ZackDeLaRocha.

7 March 2006

Vamos fugir para as Bahamas?

Acordaste cedo após uma noite mal-dormida, e tiveste um dia em que sempre que pensaste que o pior já tinha passado, acontecia algo para te levar a reconsiderar? Depois de horas de esperas inúteis e pouco produtivas, chegaste a casa contente por poder finalmente descansar, e descobriste uma pilha de recados que alguém achou que eras a pessoa indicada para fazer? Foste ver o mail na esperança de que alguma alma caridosa te fizesse rir, e em vez disso descobriste apenas mails de trabalho, ainda por cima a criticar/ pedir explicações/ fazer perguntas sobre coisas que sentes que já justificaste (no mínimo!) um milhão de vezes?

Se a descrição acima se assemelhar de alguma forma a algum aspecto do teu dia, este post é para ti: Vem comigo, vamos fugir para as Bahamas!

Porquê? Bem, porque foi o primeiro sítio exótico que me veio à mente, e o sol faz bem à saúde. Porque o nome Bahamas é engraçado, e proporciona horas de diversão a pensar em como se chamarão os seus habitantes - ...ok, ok, talvez não horas, mas ainda assim, pensem lá: Bahamenses? Bahameses? Bahamões?... – Porque... bem, porque sempre podemos depois dizer “Eu fui às Bahamas”, e alguém há-de ficar cheio de inveja. Ou então porque é um local tão bom como qualquer outro, e muito melhor do que aquele em que estamos em dias destes.

Por tudo isto... Quem vem comigo?

21 February 2006

Qual a vossa palavra preferida?

Descobri há umas horas atrás que se comemora hoje o Dia Internacional da Língua Materna. Como tenho duas, achei que merecia um post...
A propósito deste dia, a RTP fez uma "reportagem" em que perguntaram a pessoas dos vários países lusófonos qual a sua palavra preferida em português. A que mais se ouviu foi "amor", seguida de "paz", mas não deixa de ser curioso que entre os entrevistados em Timor a palavra mais escolhida tenha sido "liberdade"...
E vocês, qual a vossa palavra favorita?
Aqui ficam algumas outras que foram referidas, para servirem de inspiração:

Trabalho
Honestidade
Obrigado
Oportunidade
Sucesso

E, já agora, acrescento uma minha: Amizade.

4 January 2006

Primeiros tempos...

As frases que nunca mais se esquecem,
os poemas compostos à pressa,
no momento, por entre beijos
Os anseios, os desejos,
A descoberta constante,
A vontade de conhecer,
explorar e ser explorado
até ao fundo do ser

Descobridores, navegantes,
nos primeiros tempos de amantes
Achando novos mundos em si
E no outro...
...extasiados, num sôpro,
De cada vez que o outro sorri!

28 November 2005

Voar...

O alívio dessa estranha liberdade
De não ter segredos nem fantasmas
Poder viver a cumplicidade
Sem artifícios nem manhas
Sorrir, simplesmente
Recostar e apreciar
Fechar os olhos, abrir a mente
Abrir as asas e sonhar

10 November 2005

Estavam separados

Estavam separados. E ela tinha saudades. Queria ligar-lhe. Ouvir a voz dele, dizer-lhe o que sentia. Mas não podia. Não por estarem longe. Não por estar no estrangeiro e as chamadas serem caras. Não. Mas sim porque não queria fazê-lo sofrer. Porque sabia que essas chamadas que a ela lhe davam alento e a faziam sentir-se bem, a ele abatiam-no, e faziam-no sofrer. Porque lhe lembravam como estavam separados. E como não sabiam quando se voltariam a ver. Se daí a um mês, se daí a três. E então as chamadas perdiam o gosto. Porque quando ela tentava dizer-lhe o que sentia, ele desconversava. Porque eram diferentes. Porque ela, estranhamente, precisava dessa dor. E ele não. Ele queria evitá-la. Preferia dizer piadas. Manter a conversa leve. Porque queria ouvi-la rir. E não pensar nela triste. Mas ela precisava de o dizer. E de o ouvir. Ou sentir. Precisava sentir as saudades dele. Mas não queria que ele sofresse. Então refugiava-se na escrita. Mandava-lhe mensagens, de vez em quando. Porque ele por escrito, por vezes, conseguia responder. E o que não mandava por mensagem, escrevia no caderno e esperava que lhe chegasse por telepatia. Ou por empatia. Ou por amor. E de vez em quando, quando o coração apertava demais e se recusava a acalmar, lá lhe ligava, e tentava lembrar-se do ponto de vista dele, e não se sentir magoada. E aproveitar as gargalhadas que ele lhe proporcionava. E apreciar a voz dele. E sonhar, ao som dessa voz. Sonhar com o dia em que estariam juntos de novo. E sorrir, esperando que do outro lado da linha estivesse um sorriso também. Apesar de tudo. E desligar feliz, perdida algures entre cá e lá.

30 October 2005

Rapazes e raparigas

Rapazes e raparigas. Uns são de Marte, outros de Vénus, ou ambos da Terra mas de mundos diferentes. Confesso que acredito que no fundo somos todos iguais, na medida em que somos todos diferentes. Tanto conheço rapazes e raparigas tão diferentes como a noite do dia, como conheço rapazes e raparigas muito mais parecidos entre si do que com qualquer membro que eu conheça do mesmo sexo. E ainda por cima tenho a mania das igualdades, portanto nem sequer acredito que tenhamos diferenças assim tão grande ao nível das capacidades. Agora também tenho que admitir que nalguns aspectos me tenho deparado com padrões interessantes. Por exemplo, há muito por aí quem diga que as raparigas são muito mais complicadas, e complicam muito mais as coisas. Embora a generalização – como todas – seja exagerada, há um aspecto em que, na minha experiência, tem vindo a manifestar-se: as brigas e os “embirranços”.

De facto, na presença de duas quaisquer raparigas, muitas vezes quase que é preciso ser-se um super-detective para descobrir que não vão com a cara uma da outra. Sim, que quem as ouvisse havia de pensar que eram, no mínimo, amigas. Só no caso de se apanhar uma sozinha a falar da outra, ou de estarem na fase de não se falarem é que o observador se apercebe que algo ali não bate certo. E isto porque elas não só se falam, como conversam com um sorriso, como se tudo fosse perfeitamente natural. É um fenómeno que, honestamente, não sei explicar. É que muitas vezes chega a ir além da simples cordialidade de não querer estragar o ambiente ou não querer dar parte fraca!... Com os rapazes, pelo contrário, o difícil é não perceber que “não se gramam”. Limitam-se a inclinar a cabeça em sinal de reconhecimento, ou resumem a conversa a um simples “olá”, ou abrem as hostilidades e passam o tempo que estiverem em ocntacto a mandar bocas uns aos outros. Nem sempre é mais agradável para terceiros, mas pelo menos há que admitir que não restam dúvidas sobre o que se passa...

Por outro lado, parece-me que as raparigas se preocupam mais com estas coisas do “quem se dá com quem”. Regra geral, se um rapaz quiser organizar uma saída/jantar/festa/etc., convida as pessoas que gostaria que fossem, quanto muito inclui os “respectivos” (leia-se namorados(as)) ou diz para convidarem quem mais quiserem, e pronto, está feito. Uma rapariga com o mesmo objectivo chega invariavelmente a uma altura em que começa a pensar que se convida fulano, beltrano não vem, ou que o Joaquim não virá se não convidar também o Manel, apesar de mais ninguém gostar dele, ou que... enfim...acho que percebem a ideia... Mais uma vez, não faço ideia de qual será a explicação...

Posto isto, e porque o Post já vai longo, gostava apenas de desmistificar uma certa ideia, dizendo que em todos os casos em que tive que esperar que rapazes e raparigas se vestissem/arranjassem – e já foram algumas – os últimos foram sempre os rapazes!